Just Another Girl

quarta-feira, julho 25, 2007


uma das maiores vantagens de ter um blog em coma (não, eu não consigo matar meu blog...) é postar aleatóriamente nele.
(pras 3 pessoas que vão ler isso...)

hoje eu acho que preciso escrever, tô precisando de uma catarsezinha....

5 anos casada, alguns anos foram bons (os primeiros foram maravilhosos como devem ser, paixão, amor, companheirismo), os últimos, como lhes cabe ser, não foram nem um pouco... conheci uma parte de mim da qual eu não gostei e espero ver muito pouco na minha vida. uma parte feia, com muita raiva, com um ódio descabido e imensurável, não gostei dele, não quero mais ele perto, mas conhecê-lo me fez saber afastá-lo.

e agora o que sobrou de mim?
sobrou uma pessoa medrosa e insegura (que eu sempre fui), mas tenho visto lampejos de insegurança bizarros.... e a maldita maturidade? o que fazer com ela?
o que fazer quando seus sentimentos são aqueles com os quais você não sabia lidar na adolescência? pelo menos agora eu os reconheço, nomeio e arquivo, pq conseguir encaixar o sentimento de agonia em algum lugar é impossível, é terrível ser uma adolescente emocional....
os sentimentos são escrotamente os mesmos, as sensações, os medos.... e eu não sei matar essa merda!!!

(pausa reflexiva)

pq eu não quero matar essa merda? pq eu sou masoquista e neurótica. tem remédio pra isso na farmácia, tio? acho que minha geração é imediatista, quer tudo pronto, tudo na bandeja, pronto em 3 minutos no microondas) a gente finge, e algumas até muito bem, que é composta, que é equilibrada, que se resolve mas na verdade enterra tudo na caixinha de pandora, que fica entre o pâncreas e qualquer outro órgão obscuro. (um dia essa porra explode!!!!)
ou então sou só eu mesma, esse desastre, essa pessoinha emocionalmente confusa... magoada pelas coisas que magoam na vida, na-da extraordinário, na-da fora do comum.... just another girl.
claro que o final do casamento gerou o balanço, mas a vida correu nesses anos, e eu que era uma menina de 27 anos, sou uma mulher (????) de 32.
perceber que os pais da gente são humanos, deixar de morar por conta própria depois de 6 anos... sofrer uma separação de pais tardia e perceber que seus modelos eram quebrados... faz parte de crescer
mas eu tenho coragem de reconhecer isso....

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