Just Another Girl

quinta-feira, agosto 04, 2005


Termos da nova dramática Elisa Lucinda Parem de falar mal da rotina. Parem com essa sina anunciada de que tudo vai mal porque se repete. Mentira. Não vai mal porque repete. Parece, mas não repete. Não pode repetir. É impossível ! O ser é outro, o dia é outro, a hora é outra. E ninguém é tão exato. Nem em filme. Pensando firme nunca ouvi ninguém falar mal de determinadas rotinas: chuva, dia azul, Crepúsculo, primavera, lua cheia, ceu estrelado, barulho do mar. O que que há? Parem de falar mal da rotina.
Beijo na boca, mão nos peitinhos, água na sede, flor no jardim, colo de mãe, namoro, vaidades de banho e baton vaidades de terno e gravata, vaidades de jeans e camiseta, pecados, paixões, punhetas, livros, cinema, gavetas são nossos obvios de estimação e ninguem pra eles fala não. Abraço, pau, buceta, inverno, carinho,sal, caneta e quero são nossas repetições sublimes e não oprime o que é belo e não oprime o que aquela hora chama de bom, na nossa peça, na nossa trama na nossa ordem dramática.
Nosso tempo então é quando. Nossa circunstância é nossa conjugação. Então vamos a lição: gente-sujeito vida-predicado; eis a minha oração. Subordinadas aditivas ou adversativas aproximen-se! É verão, é tesão! O enredo a gente sempre todo dia tece, o destino aí acontece: o bem e o mal tudo depende de mim. Eu: sujeito determinado da oração principal.

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